A ressurreição da A&M Records, aos 50 anos de fundação

Sempre tive, desde o final da infância, uma simpatia pela gravadora A&M Records, que chega aos 50 anos neste ano (não sei qual mês). Nela que gravaram boa parte dos artistas que sou fã*, ou apenas curto muito: The Police*, Suzanne Vega*, Laura Nyro*, Carpenters, Carole King, Cat Stevens*, Joe Jackson* (o inglês, nada a ver com o MJ), Burt Bacharach*, Rick Wakeman, Gino Vanelli, Lenny Zakatek (fiel "escudeiro" de Alan Parsons), Supertramp*, Monaco*, Duffy, Peter Frampton, Procol Harum, Bryan Adams, Simple Minds, Gin Blossons, Sérgio Mendes, Billy Preston (o tecladista que amava os Beatles e os Rolling Stones), Gogo's, Milltown Brothers, Quincy Jones, Herb Alpert*, Milton Nascimento* (álbuns ianques), Oingo Boingo, Human League, Maroon 5, só para citar alguns.

O selo, foi fundado pelo trompetista de jazz Herb Alpert, líder da Tijuana Brass Orchestra, em parceria com o executivo e colecionador de cavalos Jerry Moss (Ver entrevista abaixo). A ideia original do nome era Carnival Records, que até chegou a ser prensada nos primeiros compactos, mas optaram por colocar as iniciais de seus sobrenomes (países de língua inglesa valorizam sobrenomes), como nome do selo. O resto da história está aqui neste link (em inglês). Se virem para traduzir, pois a versão em português do Wikipedia tem menos informações.

No Brasil, o selo teve várias representantes: no início, foi representado pela Fermata. Ainda nos anos 60, na segunda metade, passou a ser representada pela EMI, até 1979.  A partir do meio de 1980, passou a ser representada pela CBS (atual Sony Music) até 1986, quando passou a ser representada pela PolyGram.

Com a fusão entre a PolyGram (que distribuia o selo desde 1986) e a Universal, em 1988, foi decidido pela extinção do selo, transferindo todo o cast para a Interscope Records, selo fundado pelo famoso produtor Jimmy Iovine (que já tinha produzido dois nomes da A&M, Bryan Adams e Simple Minds), surgido em 1990.

A ressurreição da A&M Records

Não se sabe o porquê. Talvez pensando no prestígio do hoje cinquentão selo, resolveram ressuscitá-lo, com outros administradores, mas ligado aos novos selos que o absorvera. Nos EUA, a Octone Records, antes filiada a RCA Records, se transferiu para Interscope. Mas os diretores da Octone quiseram a associar a marca ao tradicional selo e resolveram retomar a marca, criando a joint venture A&M/Octone, cujo nome mais famoso é o Maroon 5. Na Inglaterra, a Polydor, que já representava a A&M desde 1986, com direito a gerenciar uma filial britânica, a A&M UK, há poucos anos também retomou a marca, tendo a bela Duffy como principal contratada. Pela filial britânica da A&M também grava a banda que tem Mick Jagger (homenageado pelo Maroon 5, outro nome da A&M, em uma música), Joss Stone e Dave Stewart (ex-Eurythmics), a Superheavy. A A&M/Octone e a A&M UK tem seus próprios sites. Cliquem nos links para conhecer.

A nova fase da A&M ainda tem poucos contratados, como se estivesse surgindo agora. Mas o prestígio da sigla, criada pelo genial Herb Alpert (abaixo em vídeo gravado no ano do surgimento da A&M - 1962), traz uma aura de força e tradição histórica e nestes 50 anos, e promete crescer ainda mais, continuando a ser associada a boa qualidade da música, seja comercial ou artística, mostrando que com tradição não se brinca.

Feliz 50 anos, A&M Records!!!! Vida longa a este selo!


 

 


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