Já estava fazendo falta...
Depois de sete novelas consecutivas colocando na trama no mínimo algum casal formado por um homem idoso e uma mulher jovem, no horário das 21h, Aguinaldo Silva resolveu romper a tradição em Fina Estampa, sem colocar nenhum casal idoso+mocinha na trama (nem a presença de José Mayer, intérprete tradicional de papa-anjos da Globo, estimulou o autor a criar um personagem do tipo), inovando ao colocar inclusive vários casais onde as mulheres eram mais velhas, mesmo com distâncias etárias curtas .Mas os velhos babões da Rede Globo já estavam com saudades de ver no horário nobre algum casal idoso+mocinha. E nem adiantou colocar casais desse tipo nas novelas de outros horários (Aquele Beijo e A Vida da Gente, simultâneas de Fina Estampa, tinham casais idoso+mocinha). A graça era colocar no horário de maior audiência.
Para retomar a tradição, a atual novela Avenida Brasil, resolveu criar um casal, formado pelo sessentão Marcos Caruso e pala vintona Débora Nascimento. Legal, a tradição foi retomada, para tentar legitimar o hábito machista de trocar mulher como se troca de carro, desprezando as "velhas", trocando pelas mais jovens, só por causa da "carne fresca" das jovens donzelas.
O curioso é que em todas as obras, sem exceção, o idoso continua agindo e se vestindo como idoso, sem cuidado visual (incuindo aí plásticas, implantes e/ou pinturas de cabelo), e o mais grave: sem adaptar a sua personalidade à jovem pretendente, que por sua vez é que acaba se adaptando ao estilo antiquado de vida do espevitado ancião, acelerando o seu envelhecimento físico e psicológico. Está na cara que é puro interesse sexual na carne frequinha da gatinha conquistada.
Que bonitinho. Depois vem a mesma emissora fazer campanha contra pedofilia se esquecendo de que a excessiva valorização da juventude feminina é o ponto de partida para as taras provenientes da pedofilia.
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