Precisamos de novas composições para a música erudita

Vejo inúmeras reportagens sobre a renovação no quadro de músicos e de maestros em orquestras eruditas. Isso anima, pois mostra que o interesse pela música erudita está longe de acabar e poderá até fortalecer. Legal.

Mas o que noto é que essa renovação erudita se limita a interpretar os clássicos compostos em séculos passados. Nada contra isso, eu mesmo adoro ouvir novas interpretações das belíssimas musicas dos grandes mestres. Mas vai ficar só nisso? E a renovação de compositores e repertório? Onde que fica?

Estou sentindo falta de novas composições clássicas. As mais conhecidas que são mais recentes, datam da primeira metade do século XX (como as do compositor e maestro Leonard Bernstein, cuja foto ilustra esta postagem). Os que surgiram depois disso tem pouca visibilidade e se limitam a fundos musicais em trilhas de filmes. Mas isso é insuficiente.

Precisamos de novos compositores e novas composições. Novas músicas que possam indicar novos rumos à música erudita, apresentando-a ao novo século. As escolas devem estimular o aparecimento de novos compositores, sem impor ou interferir. A espontaneidade ainda é uma qualidade indispensável a qualquer compositor que deseja fazer uma obra de qualidade. Já basta que a música popular atual é totalmente desprovida de espontaneidade.

Ainda espero uma geração de novos compositores e músicas inéditas que possam ser executadas por essa nova geração de músicos e maestros que, tenho a certeza, também estão desejosos de novas músicas, para mostrar ainda mais que a música erudita foi feita para ser eterna.

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